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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A União Ibérica e as Invasões Holandesas em poucas palavras

Batalha dos Guararapes

Com o desaparecimento do rei de Portugal, Don Sebastião, durante as lutas contra os mouros no norte da África, uma grave crise sucessória se abateu sobre Portugal. Após a morte do seu tio e sucessor, Don Henrique, que não deixou herdeiros, outro português tentou se apoderar do trono, D. Antônio, no entanto, o rei da Espanha, Felipe II reivindica para si o trono português e chega ao poder sem encontrar a resistência da classe mercantil.

Com a União Ibérica, todos os domínios portugueses passaram a pertencer à Espanha.A União Ibérica acabou provocando as Invasões Holandesas no Brasil do sec. XII.

Durante a chamada Dinastia Filipina (União Ibérica, no Brasil), período entre 1580 e 1640, quando Portugal e suas colônias passaram ao poder da Espanha, os Países Baixos lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol, o que aconteceu em 1581. Em represália Filipe II de Espanha, proibiu o comércio espanhol/ português com os seus portos, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, onde os neerlandeses eram tradicionais investidores na economia açucareira.

Com esta proibição, os neerlandeses dedicaram-se ao comércio no oceano Índico, formando a Companhia das Índias Orientais (1602), que passava a controlar o comércio oriental, o que garantia altíssimos lucros.

O êxito dessa experiência levou os neerlandeses à fundação da Companhia das Índias Ocidentais (1621). O maior objetivo da nova Companhia era retomar o comércio do açúcar produzido no Nordeste do Brasil.

Cronologia:

1624-1625 - Invasão de Salvador, na Bahia
1630-1654 - Invasão de Recife e Olinda, em Pernambuco
1630-1637 - Fase de resistência ao invasor
1637-1644 - Administração de Maurício de Nassau
1644-1654 - Insurreição pernambucana



A Insurreição pernambucana

Foi o movimento que expulsou os neerlandeses do Brasil, unindo forças lideradas pelo senhor de engenho André Vidal de Negreiros, pelo afro-descendente Henrique Dias e pelo indígena Felipe Camarão.

Quando ocorreu a Restauração portuguesa, o Estado do Brasil se pronunciou em favor do Duque de Bragança (1640), entrando em uma trégua de dez anos com os Países Baixos.

No nordeste do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar viviam dificuldades num ano de pragas e seca, pressionados pela WIC que passou a cobrar a liquidação das dívidas aos inadimplentes em um postura contrária do administrador Maurício de Nassau. Essa conjuntura levou à eclosão da Insurreição pernambucana, que culminou com a extinção do domínio neerlandês no Brasil.

De acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal.

Consequências

Em conseqüência das invasões ao nordeste do Brasil, o capital neerlandês passou a dominar todas as etapas da produção de açúcar, do plantio da cana-de-açúcar ao refino e distribuição. Com o controle do mercado fornecedor de escravos africanos, passou a investir na região das Antilhas.

O açúcar produzido nessa região tinha um menor custo de produção devido, entre outros, à isenção de impostos sobre a mão-de-obra (tributada pela Coroa portuguesa) e ao menor custo de transporte. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não consegue concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil em crise que atravessará a segunda metade do século XVII até a descoberta de ouro nas Minas Gerais.

O mito do Sebastianismo


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